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A nostalgia e a volta das fitas cassete estão ameaçadas com a escassez mundial do óxido de gama férrico e o monopólio de uma empresa que processa o material, que desacelerou a sua produção.

A National Audio Company (NAC), o maior fabricante de fitas cassete nos Estados Unidos, enviou uma carta aos seus clientes explicando a situação, e informando que não pode completar os pedidos no seu horário habitual de 30 dias.

 

 

Vendas de fitas cassete seguem em alta

Em 2016, as vendas de fitas cassete aumentaram incríveis 74% apenas nos Estados Unidos, e os números não param de aumentar. Em 2018, as vendas aumentaram outros 23%, alcançando um total de 219 mil fitas. Para 2019, se projetava uma demanda acima dos 35%.

Aparentemente, só existe uma fábrica que refina o óxido de gama férrico, um elemento essencial utilizado para fabricar a fita de gravação magnética.

De acordo com a NAC, essa fábrica que processa o óxido gama férrico esteve “em processo de renovação” durante a maior parte do ano, e a NAC está esperando 50 toneladas de óxido de gama férrico que está atrasado.

 

 

O monopólio do óxido de gama férrico

Felizmente, esse não parece ser um problema a longo prazo. A NAC deve receber pelo menos 11 toneladas de óxido de gama férrico ainda em outubro, e depois disso, as entregas aos seus clientes devem ser regularizadas.

Mas o que realmente preocupa nesse cenário todo é que toda uma indústria de fitas cassete, que está em explícita fase de crescimento, parece confiar em uma única fábrica de refinação de óxido gama férrico ou na quantidade do produto que essa única fábrica pode processar.

Nenhum monopólio é positivo, mesmo em um segmento onde os preços finais para o consumidor não são tão altos. A única boa notícia que pode ser extraída nesse sentido é que os dados indicam que ainda existe material suficiente para alimentar o mercado por pelo menos mais uma década.

 

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