Esse curioso dispositivo apresentado na MWC 2019 é capaz de reparar o cristal do seu smartphone sem precisar recorrer à cara substituição do painel completo da tela. O gTool DRS é um protótipo funcional da empresa alemã Black Rock, e é uma máquina autônoma controlada por um aplicativo de smartphone.

A máquina tem um motor baseado em hélio, que cria uma câmera que alcança temperaturas de -180 graus Célsius para congelar a tela de vidro e seu adesivo, facilitando a remoção do cristal. O processo leva apenas três minutos para smartphones Samsung, e até 8 minutos para iPhones. Mas existem casos em que a tela não se desprende por completo, e só aí existe a interferência humana para concluir o processo.

Uma vez separada a tela do smartphone, a segunda máquina vai fixar o novo cristal, criando um espaço de vácuo e calor, e o processo consiste basicamente em pressionar o vidro sobre o painel original para realizar o processo de colagem, que demora no máximo 10 minutos para ser concluído.

Trocar um cristal é muito mais barato que trocar a tela inteira, tanto para os usuários como para os estabelecimentos de assistência técnica. Sem falar que o LCD original oferece melhor qualidade do que uma substituição.

Outra criação da Black Rock é a primeira máquina do mundo capaz de trocar o vidro traseiro dos novos iPhones. Aqui, a troca é cara (600 euros), e isso faz com que no lugar da substituir a peça a Apple opte por substituir o smarpthone inteiro.

Porém, com elevado preço da máquina (10.000 euros), além da limitação de uso das máquinas dos cristais próprios distribuídos pela Black Rock (chegando a bloquear as máquinas em caso de usar cristais de outros fornecedores) pode nos distanciar dessa solução.