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O coronavírus deixou bilhões de pessoas ao redor do mundo em quarentena domiciliar, como medida preventiva para evitar a disseminação do vírus. E o mais provável é que essas pessoas estejam nesse momento conectadas à internet. Todas. Ao mesmo tempo.

E a pergunta que não quer calar é: com todo mundo usando mais internet do que o normal, existe a chance do serviço não aguentar?

Normalmente associamos o termo “quebrar a internet” com algum evento ou fala que todo mundo vai comentar, a ponto da internet só falr nisso. Mas não é desse “quebrar” que eu estou falando. É a quebra que vai deixar você olhando para o teto, sem poder trabalhar ou estudar, conversar com amigos, ver vídeos na Netflix, sem ver as redes sociais… ou pior: sem acessar o TargetHD.net, o que é uma autêntica tragédia para todo mundo.

O site Wired fez essa mesma pergunta, e foi atrás das respostas.

 

 

 

Vamos quebrar a internet com todo mundo acessando ao mesmo tempo?

 

 

Não. Felizmente.

A internet não vai parar, não importa o número de pessoas que vão ficar em quarentena. O uso da internet de um modo geral, não importa se é durante o dia ou à noite, aumentou muito nas áreas onde a quarentena aconteceu ou está acontecendo. Mas não existe a chance de tudo cair se o mundo entrar em quarentena.

Um exemplo clássico do aumento de consumo de banda é na Itália, um dos países mais afetados pela pandemia do coronavírus. O tráfego de uso da internet aumentou em 30% em todas as horas do dia, o uso de aplicativos de chat triplicou desde o começo da quarentena e as reproduções em serviços de streaming se duplicaram. Além disso, os italianos passaram a acessar portais de notícia em um volume 60% maior do que antes da chegada do coronavírus.

Porque ter a informação correta é fundamental para se proteger.

 

 

 

Então… por que a internet não vai entrar em colapso?

 

É preciso mais do que um aumento sustentável no uso da banda de dados para que todo um sistema conectado entre em colapso. A coluna central da internet é feita de centenas de redes interconectadas, que são de propriedade de um “conglomerado” formado pelos governos, provedores comerciais e instituições acadêmicas.

As falhas no serviço de internet que estão acontecendo em algumas cidades do Brasil e ao redor do mundo não estão necessariamente vinculadas à pressão exercida sobre essa coluna central, mas sim com as capacidades dos provedores de forma individual, que não estão suportando esse volume de conexões simultâneas.

Um exemplo claro dessa pressão individual estão nos serviços de games online: Xbox Live, Nintendo Online e PlayStation Network sofreram quedas ou quedas de velocidade de download nos últimos dias.

Por isso, não precisa se preocupar. A internet não vai entrar em colapso por causa do isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus. Basta você ter uma certa dose de paciência se o seu serviço favorito não estiver disponível. O mais provável é que esse serviço vai voltar ao normal, mais cedo ou mais tarde.

 

 

Via Wired


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