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A empresa LogMeIn (desenvolvedora do LastPass) publicou um estudo sobre os hábitos de uso de senhas de mais de 3.000 usuários de países como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Austrália e Cingapura.

O estudo revela que, apesar que os usuários estejam mais informados sobre as boas práticas de cibersegurança, na prática, os velhos hábitos (nocivos) estão mantidos: 91% dos entrevistados sabem que usar a mesma senha ou variações das mesmas é um risco, mas 66% acabam fazendo exatamente a coisa errada.

Aí, fica difícil. Lidar com gente ignorante nos aspectos informáticos é um problema ainda pior que o roubo de dados dos usuários.

Um estudo similar realizado pela mesma empresa há dois anos revelou que 58% dos entrevistados cometiam esse erro, e que o erro em esquecer o nome de usuário e senha (60%) era a principal desculpa para seguir teimando na burrice.

O estudo mostra que ter um maior conhecimento sobre as medidas de segurança cibernética e uma maior consciência sobre as ameaças dos vazamentos de dados não se traduz em posturas mais responsáveis. Ou seja, não adianta nada ter a informação se você não tem bom senso para utilizá-la da forma correta.

O cenário é ainda mais sério justamente nesse momento em que boa parte das pessoas estão confinadas em casa tentando conter a pandemia global. Tem muita gente trabalhando e estudando em casa, mas a impressão que dá é que esse mesmo grupo de usuários preocupados em manter a saúde física se esqueceu da segurança dos seus dados, adotando senhas fracas e comportamentos que colocam as informações pessoais em sério risco.

 

 

 

As contradições dos usuários irresponsáveis

 

O estudo detecta várias contradições claras aos hábitos dos usuários:

 

– 77% alegam estar informados sobre as boas práticas no uso de senhas, mas 27% ainda anotam as senhas em algum lugar para ter um acesso constante às mesmas.

– 80% estão preocupados com o comprometimento de suas senhas, mas 48% alegam que nunca trocam de senha de forma preventiva.

4 em cada 10 usuários pensam que a sua conta não é valiosa o suficiente para merecer o tempo de um hacker (esses, coitados, são os que vivem na bolha da ignorância…).

 

Por outro lado, o estudo também revele o aumento do uso e conscientização sobre a importância da autenticação em dois passos, algo que pode evitar em quase 100% as chances de hackeamento de contas:

 

– 54% dos usuários empregam o uso de autenticação em dois passos em suas contas pessoais.

– 37% utilizam a autenticação em dois passos em suas contas profissionais.

– Apenas 19% alegam não saber o que é exatamente a autenticação em dois passos.

 

O LogMeIn recomenda que os usuários menos experientes não se esforcem muito em ficar memorizando as suas senhas para um gerenciamento responsável das mesmas, mas sim utilizar um software específico para isso (como é o caso do LastPass – e aqui você pode achar que a empresa está falando em causa própria, mas isso não é desculpa para não procurar outro software de gerenciamento de senhas).

Outra dica bem interessante é habilitar a autenticação em dois passos, sempre e quando essa opção estiver disponível. Por fim, o uso de sistemas biométricos de início de sessão, apesar de todas as polêmicas implícitas na utilização desse método, é algo recomendado para reforçar a segurança das contas.

 

 

Via HelpNetSecurity


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