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Ontem (3), metade do mundo enlouqueceu quando WhatsApp, Instagram e Facebook (aka o mundinho de Mark Zuckerberg) apresentaram problemas e afetaram a milhões de usuários em todo o mundo. E não foi uma queda normal. Foi global. Foi tão séria, que a quantidade de memes no Twitter aumentou consideravelmente. Eram as pessoas esperando pela volta dos serviços, sem ter o que fazer na internet.

Os apps de Zuckerberg não caíram de tudo, pelo menos não nos aspectos técnicos. Os serviços seguiam relativamente funcionais. A única grande diferença é que os arquivos multimídia, principalmente as imagens, deixaram de ser carregadas.

 

 

Facebook provocou o problema durante a manutenção

 

Várias publicações do Facebook ficaram com enormes espaços vazios nas publicações, onde deveriam ir as fotos. Compartilhar arquivos pelo WhatsApp se tornou algo impossível. Que dirá do Instagram, que basicamente vive de compartilhar imagens. Porém, era certo que os servidores do Facebook estavam funcionando, o que apontava para um problema mais técnico.

A empresa não quis detalhar algum problema específico que afetou os seus apps e que já está solucionado. Em declarações para a Reuters, o Facebook afirma que o problema aconteceu durante uma operação de rotina de manutenção, o que fez com que os usuários enfrentassem dificuldades para enviar fotos e vídeos através de suas redes. Aqui, dá-se a entender que foram os próprios funcionários do Facebook que provocaram a falha.

 

 

Por que o WhatsApp não carregava imagens?

 

 

Tudo indica que, durante as operações de manutenção, alguém tocou no que não devia. Mais especificamente, o problema afetou ao CDN, a rede de distribuição de conteúdos usada pelo Facebook. Quando salvamos uma nova publicação na rede social, todas as partes não são salvas juntas. Os arquivos, como imagens, são salvos em uma rede de servidores que recebem petições cada vez que tentamos carregar o conteúdo.

Ou seja, as falhas de ontem eram resultado das falhas com a conexão de CDN. Isso provocava o resultado de um erro 403 e o conteúdo não era exibido. Também por isso é que, no caso do Facebook, aparecia uma série de palavras, que eram as etiquetas que o Facebook aplica automaticamente nas imagens depois de uma análise das mesmas.

Em resumo: é o típico erro que pode ser resolvido com facilidade. Isso é, se realmente for um problema nas petições dos servidores. Porém, em projetos tão gigantescos como é o Facebook, mudar qualquer detalhe não é algo tão fácil. O Google passou por algo similar em junho, quando decidiu realizar uma troca em seus servidores, algo que provocou uma queda nos seus serviços. Levou horas para descobrir o que realmente aconteceu. E a cada vez que uma mudança acontece, é preciso propagá-la para todas as redes internas e servidores da empresa. O resultado é longo e tedioso, mas é o modo mais seguro (especialmente para não entregar uma atualização com um código incompleto ou inseguro).

 

Via Reuters, Ars Technica


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