
O mundo dos reparos de smartphones ganhou sua própria Copa do Mundo, já que tudo nesse mundo que vivemos hoje precisa ser gamificado.
O Circuit Global Championship (CGC) transforma o conserto de dispositivos móveis em uma competição internacional de alto nível, onde técnicos especializados disputam quem consegue realizar reparos complexos com maior velocidade e precisão.
Agora, use essa competição como argumento para aquele técnico que demora mais de duas semanas para reparar o seu smartphone, já que agora todo mundo sabe que dá para trocar uma tela em três dias (no máximo).
Competição mundial organizada
O Circuit Global Championship percorreu diversos países durante as fases classificatórias, incluindo México, Colômbia, Egito, Estados Unidos e Indonésia.
Isso mesmo. Nada de representantes brasileiros na competição.
A grande final acontece nos dias 17 e 18 de setembro na cidade chinesa de Guangzhou, reunindo os melhores talentos de mais de 30 países em uma disputa técnica de altíssimo nível. Afinal de contas, estamos falando de reparos de smartphones, uma tarefa que passa longe de ser das mais fáceis.
Os participantes enfrentam provas complexas com apenas 20 minutos para completar cada tarefa, mostrando para todo mundo que é sim possível reparar um smartphone em pouco tempo.
Só o seu “técnico especializado” não consegue fazer isso.
Entre os desafios estão o recondicionamento de telas com substituição de cristais danificados, microssoldagem de CPUs incluindo substituição de esferas de solda, e reparos de componentes como módulos Wi-Fi e outros elementos comuns em oficinas especializadas.
Todos os competidores trabalham com as mesmas ferramentas padronizadas, diferente de seus ambientes habituais onde usam equipamentos personalizados.
A temperatura controlada do ambiente pode afetar processos como reballing, criando um desafio adicional para técnicos acostumados com condições específicas de seus próprios laboratórios.
E esse detalhe pode eventualmente criar um contraste em relação ao cenário real de diferentes regiões do planeta. Em compensação, entrega uma premissa de isenção para os competidores, que vão realizar os reparos nas mesmas condições.
Um evento além da competição

Considerado o melhor reparador de smartphones do mundo, Wyman Lau da marca G-Lon se destaca realizando reparos extremamente avançados como o “CPU jumper”.
A técnica consiste em fazer pontes entre pontos específicos do circuito integrado da CPU usando fios condutores quando trilhas do processador são danificadas por quedas, umidade ou calor excessivo.
E nada impede que técnicos profissionais repliquem a tática para acelerar o processo de recuperação dos dispositivos, já que tudo o que o cliente quer é ter o seu telefone funcionando novamente.
O CGC também funciona como ponto de encontro para profissionais do setor, oferecendo painéis, cursos ao vivo e networking entre técnicos, marcas de ferramentas e distribuidores de peças de reposição.
A sinergia cria um ambiente de troca de conhecimento que vai muito além da simples competição, estabelecendo-se como referência mundial no segmento de reparos móveis.
Considerando que existe um campeonato de Excel que é transmitido pela ESPN, não podemos julgar a Copa do Mundo de reparos de smartphones. Quem sabe podemos mudar a perspectiva de nossos serviços de assistência técnica aqui no Brasil.
Para acompanhar o CGC pela internet, basta acessar o site oficial da competição.

