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A CES 2019 chegou ao fim. Foi uma feira movimentada de lançamentos, e fizemos vários posts ao longo da semana com aquilo que consideramos mais interessantes (acredite: muita coisa ficou de fora). Mas muitas pessoas consideraram esta edição da Consumer Electronics Show uma grande decepção.

A CES, ao lado da Mobile World Congress (MWC) da Electronic Entertainment Expo (E3) e da Feira Internacional de Eletrônica (IFA) ainda é um dos principais eventos do calendário do mundo da tecnologia. Mas tal e como acontece também com as outras grandes feiras, sofre dos efeitos dos novos tempos no setor.

 

 

Foi uma CES 2019 fraca de lançamentos?

 

 

De certo modo, sim. Muita gente esperava dos gigantes de tecnologia produtos que efetivamente estivessem mais presentes e/ou acessíveis ao mercado geral de consumo, mas isso só se fez presente em um segmento em específico: notebooks gaming. Aliás, a CES 2019 um evento gaming na maior parte do tempo.

Apesar de algumas inovações interessantes, como TVs enroláveis ou telas 8K, muito pouco do que vimos na CES 2019 que não está relacionado ao mercado gaming chegará ao consumidor final em 2019. E quando uma placa gráfica recebe destaque como um dos principais anúncios do evento, temos uma prova clara do quanto ela foi fraca em termos de lançamentos bombásticos.

 

 

As marcas querem o seu próprio espaço

 

 

Em tempos onde todo mundo vê todo mundo e todas as marcas podem concentrar as suas atenções em um evento próprio, as feiras estão perdendo força ano após ano. Isso não está acontecendo apenas com a CES: MWC, IFA e E3 também estão ficando cada vez mais vazias com a nova tendência.

É muito mais interessante e barato para uma empresa produzir um evento próprio e transmitir tudo para o mundo todo via internet. Além de poder escolher onde, quando e como quer fazer essa promoção, é quase certo que todos os veículos especializados vão passar boa parte do dia escrevendo apenas sobre o seu produto. E toda marca quer esse tipo de visibilidade.

 

 

Outros eventos estão por vir

 

 

Agora, some tudo isso a algo que a CES poderia muito bem evitar, que é o tal do ajuste de calendário. As pessoas torcem um pouco o nariz para o evento de Las Vegas porque ele acontece nos primeiros dias de um novo ano. Todo mundo que escreve sobre tecnologia precisa interromper suas férias para cobrir a CES, incluindo aqueles que não vão cobrir in loco (o meu caso).

Além disso, a feira de Las Vegas acontece em uma data próxima a outra feira que, essa sim, não tem motivos para mudar a sua data. A Mobile World Congress de Barcelona ganhou muito mais importância depois do natural crescimento do mercado de telefonia móvel e smartphones. Hoje, ela é mais atraente do que a CES e, mesmo assim, também sofre de certo esvaziamento porque os fabricantes querem fazer eventos próprios.

Ou seja, a CES 2019 flopou sim, e os organizadores precisam repensar algumas coisas para o evento voltar a ganhar em relevância e visibilidade. Não acho que vai desaparecer como a Comdex, a Fenasoft ou a MacWorld Expo, mas pode se tornar nos próximos anos o evento onde só estará lá quem quer fazer um “pro forma” e nada mais.


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