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A bolha do streaming estourou?

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Quando a Netflix chegou, tudo era mato, e quase ninguém apostava que o streaming poderia dar certo. O tempo mostrou que não só ela tinha razão, como alguns dos seus detratores decidiram seguir o mesmo caminho que ela, oferecendo os seus conteúdos pela internet.

Hoje, temos um cenário estabelecido onde a Netflix não reina sozinha. Várias outras empresas decidiram pegar a sua fatia de bolo, incluindo as gigantes do cinema e da TV que não queriam ficar de fora da brincadeira.

E quando todo mundo achava que iria se livrar da TV por assinatura e suas elevadas mensalidades, agora tem que encarar um cenário onde terá que pagar ainda mais caro se quer ter acesso a todos os principais conteúdos de entretenimento disponíveis.

É óbvio que uma hora a bolha iria estourar.

 

 

 

Não há bolso que aguente (nem cartão de crédito)

 

 

Quando todos perceberam que a Netflix estava com um excelente negócio nas mãos, esses mesmos protagonistas do mundo do entretenimento correram para oferecer as suas alternativas. Mesmo porque ninguém gosta de deixar de ganhar dinheiro neste mundo.

E essa multiplicidade de plataformas resultou na fragmentação dos conteúdos de forma radical e, em alguns casos, bizarra. Algumas empresas decidiram retirar os seus conteúdos de mercado em outros formatos, tentando manter os usuários ativos em suas plataformas como assinantes mensais, o que rende lucros a longo prazo para qualquer empresa.

Em outros casos, algumas propriedades intelectuais ficam espalhadas por diferentes plataformas. Por exemplo, para ter 100% de acesso ao Universo Cinematográfico da Marvel, o cidadão terá que pagar assinaturas para Disney+, Netflix e as futuras plataformas Peacock e Star+.

Ou seja, a conta saia cara para qualquer pessoa. Mais cara do que comprar DVDs de seus filmes preferidos todos os meses.

Agora, pense naquele fã incondicional de cinema e TV, com gosto eclético, que agora sagas fantásticas e filmes elegíveis ao Oscar, e que vai de The Crown (da Netflix) até Dynasty (da CW) com muita facilidade, passando (obviamente) por De Férias com o Ex Brasil (algo que praticamente todo mundo que está na internet assiste).

Ou esse usuário é muito rico, ou vai sofrer de depressão profunda, pois vai deixar de assistir muitos conteúdos.

 

 

 

Estourou. E esse barulho está reverberando…

 

 

Como dinheiro não dá em árvore e boa parte dos assinantes de serviços de streaming estão dividindo a conta com alguém, os reflexos dessa bolha que estourou já são sentidos pelas principais plataformas do mercado.

O Disney+ parou de crescer. A Netflix sofre há pelo menos dois anos para estancar a perda de usuários. A Amazon está doida para aumentar o preço do Prime Video, mas não encontra formas de fazer isso sem espantar os usuários (o máximo que consegue é agregar parceiros para assinaturas combinadas). E por aí vai.

Entendo perfeitamente que o futuro do entretenimento está no streaming, e algumas gigantes do setor estão fazendo os movimentos para isso. A Disney aposta todas as suas fichas neste formato, a Rede Globo também (você nunca viu tanta propaganda do Globoplay, certo), a Amazon então nem se fala (ainda mais com a compra da MGM), a Universal vem aí com o Peacock e a WarnerBros Discovery estão chutando bundas com o HBO Max no Brasil.

Mas aquilo que muitos de nós temiam (eu, inclusive) aconteceu. A conta do streaming está bem mais cara que a conta da TV por assinatura, e muitos estão repensando se vale a pena ter tantos serviços atrelados ao seu cartão de crédito.

Alguns estudos superficiais mostram que aquele assinante mais corajoso que decidir ter todo o melhor conteúdo disponível no streaming brasileiro terá que desembolsar a “bagatela” de R$ 327 mensais. Por menos que isso dá para ter o pacote mais caro da TV por assinatura disponível no Brasil, e com a possibilidade de contar com serviço de gravação e acesso online dos canais e conteúdos on demand.

Sim, amigo leitor. A bolha estourou. E é o seu bolso que está sentindo o barulho do estouro.

E ainda disseram que o torrent estava em decadência… ;)


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