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A Samsung, em parceria com a Honda, realizou uma série de testes para transmissão de vídeos em 8K na Espanha, aproveitando um dos treinamentos da equipe da Moto GP. E nos testes, alguns dados interessantes sobre a captação e transmissão de vídeos nesse formato foram revelados.

Essa é a primeira produção de um evento 8K no país, e a ideia de gravar as motos veio pela fluidez dos movimentos das mesmas, e pelo bom resultado que isso poderia gerar em um vídeo a 60 FPS. Para capturar as imagens, Samsung e Honda utilizaram uma câmera RED Monstro, que pode capturar vídeos a 8K @ 60 FPS, com profundidade de cores HDR10+ de 16 bits.

Todo o vídeo foi gravado em formato RAW e sem compressão para uma melhor edição e pós-produção. Essa câmera custa módicos US$ 79.500, e isso apenas o corpo de cada câmera. A Samsung utilizou três dessas câmeras para obter vários ângulos dos testes, sem falar nos acessórios como Steadycam para ajudar na estabilização.

Algumas limitações técnicas forçaram em uma redução da frequência de vídeo a 30 FPS, já á que os 60 FPS impostos pelas câmeras RED Monstro 8K são insuficientes para uma câmera lenta de qualidade. E a qualidade final desse vídeo também é um feito no quesito armazenamento: cada hora de vídeo 8K gravado a essa frequência e qualidade ocupa mais de 1 TB de armazenamento, ou 17 GB para cada minuto de vídeo.

Para uma transferência desse volume de dados no menor tempo possível, foram utilizadas unidades de SSD de alto desempenho, e o Davinci Resolve Studio foi o software utilizado para a edição do vídeo.

 

 

Mas… o que acontece quando tentamos retransmitir um vídeo em 8K?

 

 

Aparecem mais obstáculos.

O primeiro deles? As TVs 8K ainda precisam se popularizar. Nesse momento, isso é bem difícil, pois os preços são muito elevados para os poucos modelos no mercado, e a maioria das marcas não dão datas estimadas para os demais modelos chegarem ao consumidor.

Outro obstáculo é a largura de banda. Para ver um vídeo em 8K, precisamos (na teoria) de uma conexão de internet de 80 Mbps. A grande maioria das pessoas no Brasil não tem essa velocidade toda de internet e, de novo, esse é um valor teórico. Sempre pode ter problemas na largura de banda por parte do servidor ou da estrutura de rede.

A boa notícia é que, ao mesmo tempo em que os vídeos exigem maior armazenamento e largura de banda, os codecs que comprimem esses vídeos também evoluem, com transmissões mais otimizadas com a chegada do codec H266 em 2020.

Por enquanto, os vídeos de testes da Samsung serão utilizados apenas nas demonstrações das TVs 8K da marca disponíveis nas lojas. Nada de conteúdo nesse formato para o consumidor final, por enquanto.

O resultado do teste da Samsung pode ser visto em um vídeo no Vimeo, porém, em uma resolução 1080p.

 


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