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5G completou 2 anos no Brasil: e aí? Valeu?

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O 5G foi lançado no Brasil em 6 de julho de 2022, com Brasília sendo a primeira capital a receber a tecnologia. Desde então, a expansão da rede está acontecendo em um ritmo subjetivamente rápido, com o sinal ativo em pelo menos 589 cidades e uma cobertura média de 45%.

Até o momento, existem 28 milhões de usuários de celulares que permitem a conexão com a tecnologia 5G. A expectativa é que todas as cidades do país estejam cobertas até 2029, com esforços para antecipar essa meta em andamento.

Neste artigo, vamos apresentar as principais informações sobre a expansão do 5G no Brasil, de acordo com os dados fornecidos pelo Ministério das Comunicações.

 

Cronograma de implantação

O cronograma de implantação do 5G prevê metas anuais até 2029, atendendo gradualmente municípios de diferentes tamanhos. Isso inclui a instalação de antenas em capitais e cidades maiores, com um aumento constante na quantidade de antenas por habitante.

De acordo com a consultoria Ookla, a velocidade média de download do 5G no Brasil é de cerca de 450 Mbps. Essa alta velocidade coloca o país entre os líderes mundiais no ranking de desempenho da rede 5G.

A homologação de dispositivos 5G no Brasil tem crescido rapidamente. Atualmente, existem 195 modelos de telefones celulares com suporte ao 5G, distribuídos entre 22 fabricantes.

 

Papel do GAISPI na expansão do 5G

O Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na Faixa de 3.625 a 3.700 MHz (GAISPI) coordena a liberação de municípios para a operação do 5G e a implementação de diversas iniciativas relacionadas.

A tecnologia 5G tem o potencial de adicionar cerca de USD 41 bilhões ao PIB brasileiro até 2030, impulsionando a inovação e novos modelos de negócios em setores como manufatura, agricultura, saúde e transporte.

As redes de quinta geração suportam aplicações em três verticais principais:

  • Banda Larga Móvel avançada
  • Controle de Missão Crítica
  • Internet das Coisas Massiva

Os três pilares incluem avanços em áreas como veículos autônomos, saúde, educação e cidades inteligentes, onde o processo de expansão das redes 5G abre o caminho de uma evolução nas mais diferentes frentes de negócios e setores importantes da sociedade.

A implementação do 5G também facilita a criação de redes privativas, essenciais para aplicações avançadas em setores industriais e empresariais. Atualmente, existem 66 autorizações de redes privativas com tecnologia 5G no Brasil.

A Lei Geral de Antenas (Lei nº 13.116/2015) é fundamental para a expansão do 5G no Brasil. Até agora, 704 municípios possuem leis aprovadas que facilitam a instalação de novas antenas, o que é crucial para a expansão da rede.

 

O que está faltando para o 5G ser ainda melhor?

Algumas coisas.

A cobertura ainda é limitada, já que apenas 57% da população conta hoje com essa tecnologia de rede, de acordo com a cobertura das principais operadoras nacionais. A TIM é líder na oferta do 5G (321 municípios), seguida pela Claro (248) e pela Vivo (205).

Na prática, a cobertura 5G é restrita na maioria das cidades onde as operadoras fornecem seus serviços de telefonia móvel, onde as antenas compatíveis são instaladas nos bairros centrais, deixando o serviço indisponível em áreas mais afastadas.

Na maior parte do tempo, os usuários recebem o sinal em 4G, já que o 5G funciona em 9,9% do tempo entre os usuários do serviço.

A Internet das Coisas também não funciona com 5G no Brasil, e por motivos óbvios. São apenas 39,5 mil acessos do tipo “máquina a máquina” nas redes de quinta geração em maio de 2024. Ou seja 0,2% da base de IoT.

As operadoras oferecem planos 5G para banda larga fixa FWA, mas com franquia limitada, equipamento caro e mensalidade mais cara ainda.

A boa notícia (ou a lei de compensação) é que a expansão do 5G está melhorando a experiência de uso do 4G, que está com suas frequências menos congestionadas com os dispositivos compatíveis utilizando as redes de quinta geração como prioridade.

Resultado: a velocidade média de download no 4G melhorou para 28,9 Mb/s em 2024, contra 24,4 Mb/s no ano anterior.


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