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5 fatos que mostram que o iPhone 17 é a prova de como a Apple está para trás na corrida da inteligência artificial

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A inteligência artificial generativa é o grande diferencial dos principais fabricantes de smartphones. Qualquer telefone que não dá ênfase para este aspecto tecnológico tende a cair na regra do “burro chique”.

E a Apple segue na sua marcha lenta em uma corrida que ela já perdeu. Nem todo o seu dinheiro (quase) infinito faz com que a empresa pareça amadora neste aspecto, de forma quase inacreditável.

O lançamento do iPhone 17 deixou isso ainda mais evidente, já que a empresa quase não mencionou EM MOMENTO ALGUM a sua plataforma Apple Intelligence, que deveria ser a resposta direta às iniciativas do Google e da OpenAI.

A partir de agora, apresento cinco pontos que mostram como a Apple está completamente perdida no campo de inteligência artificial, e o lançamento do iPhone 17 deixa essa percepção algo ainda mais tangível.

 

O silêncio da Apple frente à IA

O Google mostrou sua força ao repetir incessantemente a palavra “IA” em eventos como o Google I/O 2025 e no lançamento do Pixel 10. E pode fazer isso, pois colocou o Gemini em praticamente todos os seus produtos.

Já a Apple adotou postura contrária no evento do iPhone 17, praticamente ignorando o tema. É como se o Apple Intelligence não existisse. E falar da Siri seria o mesmo que pedir para que façam bullying com uma tecnologia que foi solapada pelas novas plataformas generativas.

Isso surpreendeu analistas e consumidores, que esperavam pelo menos uma resposta clara ao movimento do mercado através da nova série iPhone 17, que focou muito mais em novos recursos de hardware.

A ausência de novidades consistentes em IA reforça a percepção de que a Apple está ficando para trás nesse aspecto, apesar de sua imensa base de usuários.

 

Apple Intelligence está atrasado e é limitado

Quando finalmente revelou sua plataforma Apple Intelligence, a Apple o fez com certo atraso e de forma tímida. Antes do seu lançamento, a empresa nem mesmo mencionava o termo “inteligência artificial” nas suas apresentações, com medo de que a expressão pudesse espantar os seus usuários.

E isso me incomoda, pois passa a ideia de que a empresa está sempre subestimando a capacidade do usuário em compreender novos conceitos tecnológicos.

De qualquer forma, a novidade mais chamativa do Apple Intelligence até agora foi o recurso de tradução simultânea, integrado aos AirPods Pro 3.

Embora interessante, ele ainda parece pouco em comparação com a amplitude de funcionalidades que o Gemini e outros concorrentes já oferecem. Para uma Apple, que é considerada “a rainha da inovação”, é um diferencial quase residual, e não um grande argumento para que todos passem a investir em massa em um iPhone.

Além disso, a própria empresa reconheceu que recursos mais avançados de IA só devem chegar em 2026, o que evidencia um atraso estratégico frente ao mercado.

Agora, coloque na conta que até o momento em que este artigo foi produzido (setembro de 2025), o Apple Intelligence não está disponível no Brasil (pelo menos não de forma plena e com todos os recursos), e fica ainda mais fácil entender como a Apple está para trás nessa corrida pela dominância da IA.

 

O papel da Siri e a vantagem do Google

Um dos pontos mais críticos é a evolução do Siri, que deveria ser a ponte natural da Apple para a IA generativa. O assistente virtual segue com limitações, perdendo relevância frente ao Gemini, que já se apresenta como substituto natural do Google Assistente.

O cenário do Siri é tão dramático, que ele virou motivo de bullying dentro da própria Apple, com sua equipe de desenvolvimento sendo considerada “inútil” por parte de seus colegas na empresa.

Enquanto o Google expande rapidamente as possibilidades de interação e integração da IA, a Apple não consegue transformar a Siri em um competidor à altura, criando um vácuo perceptível em seu ecossistema.

Rumores indicam que a Apple está disposta a “apelar”, flertando com a possibilidade de uso das tecnologias da OpenAI e da Perplexity para cobrir essa demanda. O que seria vergonhoso para uma empresa desse porte.

Por outro lado, se a mesma Apple não consegue avançar no campo de inteligência artificial, é melhor se aliar a terceiros que podem fazer o serviço melhor do que ela.

 

A aposta na privacidade como diferencial

Apesar do atraso, a Apple tenta se diferenciar ao priorizar a privacidade em sua estratégia de IA. Uma missão louvável, mas que torna o desenvolvimento do Apple Intelligence algo ainda mais complexo.

A empresa planeja executar modelos menores diretamente nos dispositivos, sem necessidade de conexão constante à nuvem, e usar sua própria “nuvem privada” para recursos mais complexos.

Essa decisão levanta dúvidas: será que o compromisso com a privacidade será suficiente para atrair usuários e manter a competitividade? Ou essa escolha limitará o potencial do Apple Intelligence frente a modelos mais robustos de Google e OpenAI?

O tempo vai dizer. Mas esse é um dos principais motivos para que o Apple Intelligence se posicione tão atrás de todos os seus concorrentes.

 

Um futuro ainda em compasso de espera

O cenário atual indica que a Apple aposta em uma estratégia de médio prazo, e como ela aparenta não ter pressa em sua iniciativa, recomendo aqui que os usuários aprendam a desenvolver a nobre arte da paciência.

A promessa é que, na primavera de 2026, novos recursos mais avançados cheguem ao Apple Intelligence. Até lá, os chips como o A19 Pro já garantem o poder de processamento necessário para lidar com a nova geração de IA.

Resta saber se essa demora não custará caro em termos de percepção de inovação, especialmente em um mercado cada vez mais moldado pela inteligência artificial. Será que os usuários da Apple terão a devida paciência em esperar pelo melhor?

Ou vão começar a achar que tudo o que a Apple apresentou até agora está calcado em falsas promessas?

O tempo, sempre ele, vai entregar as respostas para as perguntas pendentes.


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