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5 coisas que você precisa saber sobre o Google Vids, que agora está de graça para todos

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Todo mundo quer fazer vídeos de graça em plataformas de inteligência artificial, e todo mundo sabe disso. Inclusive o Google, que decidiu liberar o Vids para todo mundo.

Acabou de ficar mais fácil e acessível realizar vídeos institucionais ou de publicidade, oferecendo para os mais criativos novas possibilidades de expansão de negócios e promoção institucional.

Neste vídeo, vamos apresentar os cinco pontos que você deve saber sobre a chegada do Vids para o grande público, e o que pode mudar na relação do usuário com a criação de vídeos através de IA.

Será que teremos uma nova ameaça para os produtores independentes do audiovisual? Ou é apenas a democratização dos métodos de criação e edição de vídeos para o público mais leigo?

 

Lançamento da versão gratuita do Google Vids

O Google anunciou a liberação do Vids, seu editor de vídeo baseado em inteligência artificial, para todos os usuários do Google Workspace. Até então, a ferramenta estava restrita a clientes pagantes e assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra, o que limitava seu alcance.

Lançado originalmente em 2024, o Vids ganhou destaque por oferecer recursos que simplificam a criação de vídeos institucionais, apresentações e materiais de treinamento.

A versão gratuita, entretanto, chega com limitações: ela não inclui os recursos de IA mais recentes, como avatares personalizados e geração de vídeos a partir de imagens com tecnologia avançada.

 

Recursos principais e limitações da versão gratuita

Apesar das restrições, a versão gratuita do Vids mantém funcionalidades consideradas essenciais. Os usuários podem escolher entre 12 avatares pré-prontos para transmitir mensagens a partir de um roteiro, cada um com aparência e voz distintas.

Também é possível criar vídeos curtos de até oito segundos a partir de imagens estáticas, um recurso útil para demonstrações rápidas de produtos ou serviços.

No entanto, ferramentas mais sofisticadas, como avatares gerados por IA sob medida e cortes automáticos avançados, permanecem exclusivas para a versão paga, o que cria uma divisão clara entre usuários gratuitos e corporativos.

 

Impacto na produção de conteúdo corporativo

O Google defende que o Vids não substitui profissionais de audiovisual, mas otimiza processos internos e reduz custos de produção.

Um exemplo citado pela empresa mostra que vídeos institucionais de dez minutos podem levar meses para serem concluídos e custar milhares de dólares.

Com o Vids, equipes podem gerar protótipos de forma rápida, testando diferentes abordagens antes de investir em produções completas.

Isso é especialmente relevante para empresas que produzem materiais de treinamento, suporte ou marketing em grande escala e precisam acelerar seu fluxo de trabalho.

 

Regras de segurança e uso responsável da IA

Preocupado com possíveis usos indevidos, o Google estabeleceu políticas rígidas para evitar que o Vids seja utilizado para criar deepfakes ou conteúdos com imagens de celebridades e menores de idade sem autorização.

Essa postura segue uma tendência da indústria de IA, que busca equilibrar inovação e ética, especialmente à medida que ferramentas de geração de vídeo se tornam mais poderosas e acessíveis.

O objetivo é garantir que a tecnologia seja usada para aumentar a produtividade e não para comprometer a segurança ou a privacidade de indivíduos.

 

Crescimento da base de usuários e futuro da ferramenta

Desde o seu lançamento, mais de um milhão de usuários já experimentaram o Google Vids, sinalizando uma demanda crescente por ferramentas de criação audiovisual com inteligência artificial.

A expansão para todos os usuários pode acelerar ainda mais essa adoção, enquanto os recursos premium permanecem como atrativo para empresas dispostas a investir em funcionalidades mais avançadas.

O Google, por sua vez, deve continuar aprimorando a ferramenta, equilibrando versões gratuitas e pagas para atender diferentes perfis de usuários e consolidar o Vids como peça central em seu ecossistema de produtividade.

 

Via Google, The Verge

 


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