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4 razões para o fracasso do iPhone 14

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Eu poderia citar muito mais do que quatro motivos, mas acho covardia bater em um cachorro morto.

Está mais do que confirmado que o iPhone 14 é mesmo um grande fracasso, já que as vendas não chegaram perto de serem aquilo que a Apple esperava. E como todo mundo quer melhorar e não corrigir os erros do passado (bom, quase todo mundo…), é importante detectar onde foi que a gigante de Cupertino errou.

Neste post, jogo holofotes em quatro dos mais importantes fatores que resultaram nesses resultados ruins nas vendas do iPhone 14. Espero que a Apple tenha observado o mesmo e modifique alguma coisa no iPhone 15 para não gerar esse efeito negativo no seu telefone.

 

Os preços subiram muito

Com toda a dinâmica econômica que aconteceu em todo o planeta (e no Brasil também), era quase inevitável o aumento de preços do iPhone 14. E isso pesou na hora de convencer os usuários a comprar o produto.

Boa parte dos usuários optaram por não trocar de iPhone em 2022, e um dos motivos foi o aumento de preço. Com uma inflação que se tornou uma realidade, pagar dívidas e colocar comida na mesa são coisas muito mais importantes do que investir dinheiro em um smartphone com a imagem de uma maçã mordida na parte traseira de sua carcaça.

E investir tanto dinheiro em um produto como esse pode ser muito mais uma questão de luxo do que efetiva necessidade para muita gente.

Para quem queria comprar um iPhone 14 Pro (por exemplo), teria que morrer em uma pequena fortuna. E muitos se perguntaram se realmente valia a pena gastar tanto por um smartphone. Principalmente em um telefone que apostou no continuísmo no lugar da inovação ou na adição efetiva de diferenciais relevantes. Mas falo mais sobre isso mais adiante.

Para piorar a situação de quem queria ter um iPhone para chamar de seu, os modelos mais básicos desse telefone ficaram mais caros que os valores de lançamento do iPhone 13 em seu tempo, o que fez com que o iPhone 14 se tornasse pouco atraente para os clientes interessados.

 

Ele tem o mesmo processador do iPhone 13

Tanto o iPhone 14 como o iPhone 14 Plus conservam o processador do ano passado (com um discreto upgrade na GPU), o que não justifica o salto de geração. Aqui, a Apple no mínimo deveria ter desconfiado que os usuários não iriam cair nesse golpe do “olha só, eu renovei apenas os detalhes que você mais precisa, mas mantendo a força bruta da geração anterior”.

Fica ainda pior a situação do novo telefone da Apple quando olhamos para o iPhone Second Editon de 2022, muito menos caro que o iPhone 14, mas recebendo o mesmo processador. Isso torna a decisão de Tim Cook e seus comandados com um sentido ainda menor. É realmente difícil compreender o que aconteceu aqui.

No final, ficou bem difícil defender o preço do iPhone 14 e até mesmo a sua existência no mercado por causa desse hardware muito similar ao produto do ano passado. Se é para ser um autêntico “mais do mesmo”, é melhor comprar o modelo do ano passado.

Mas sempre pode piorar.

 

É o sinônimo do continuísmo

O iPhone 14 não conta com mudanças importantes ou relevantes em relação ao iPhone 13 que realmente justifiquem o investimento de dinheiro em sua aquisição. Em termos práticos: é um mais do mesmo que, para muitos usuários, significa jogar dinheiro fora a troco de quase nada.

As poucas mudanças que realmente importam estão relacionadas a recursos que não funcionam no Brasil, ou ficaram restritos aos modelos iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max. Por exemplo, o novo processador A16 Bionic, a câmera principal de 48 megapixels, uma autonomia de bateria substancialmente maior e a Dynamic Island, que elimina em partes a monocelha horrorosa que ainda está presente nos modelos iPhone 14 e iPhone 14 Plus.

A Apple não inovou de forma significativa no iPhone 14, que se tornou iPhone 13 S requentado. O telefone é decepcionante para quem esperava novidades mais substanciais. E Tim Cook ainda quer nos convencer que vale a pena pagar mais dinheiro por um produto que é uma repetição de algo que está no mercado há um ano.

Para completar, a autonomia de bateria, que é um elemento fundamental para boa parte dos usuários de smartphones, caiu 60 minutos em relação aos modelos da geração anterior (em média). E quem quer ficar menos tempo com o telefone funcionando longe da tomada?

 

Só os modelos Pro valem a pena

Os únicos modelos da atual geração de smartphones da Apple que realmente merecem o investimento pelas novidades apresentadas são o iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max. Sei que já falei sobre isso, mas os dois modelos avançados até podem ser considerados como opção de compra para 2023 e, ainda assim, dependendo do preço que você está disposto a investir, vale muito mais a pena comprar o iPhone 13 Pro, que tem tudo para entregar uma relação custo-benefício muito melhor.

O novo processador A16 Bionic, a câmera principal de 48 megapixels e a Dynamic Island são três grandes argumentos e pontos de destaque dos novos modelos Pro dos telefones da Apple. Sem falar no design que é diferenciado em relação aos modelos base. Ou seja, temos bons argumentos que podem justificar a compra, dependendo da saúde financeira do usuário que pretende comprar o produto para chamar de seu.

Por outro lado, tanto o iPhone 14 Pro como o iPhone 14 Pro Max estão enfrentando problemas de distribuição em diferentes mercados ao redor do planeta, o que obriga aos seus interessados nos modelos a esperar pacientemente, até que a escassez de unidades seja resolvida.

 

Conclusão

Eu espero que a Apple tenha finalmente aprendido as lições deixadas pelo fracasso do iPhone 14, mas temo que a gigante de Cupertino pode deixar esse cenário ainda pior em um hipotético iPhone 15.

Com todo o cenário de mercado apresentado, a próxima versão do smartphone da Apple pode ser ainda mais cara justamente se a empresa decidir revolucionar na proposta do produto, tal e como merecemos e como o próprio iPhone precisa.

Este é um telefone que está defasado em sua proposta geral, e precisa de atualizações de forma urgente. Porém, isso pode cobrar um preço ainda mais elevado do que já está, deixando o dispositivo proibitivo para muitos fãs de tecnologia.


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