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4 motivos para parar de usar o Google Chrome

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Nós usamos o Google Chrome por pura teimosia. Essa é a verdade.

Se o mundo fosse perfeito e a maioria dos usuários fosse realmente consciente dos perigos que o Google Chrome oferece (e eu me incluo nessa, pois faz tempo que estou alertando para isso no meu blog), olhar para o lado e procurar outras opções de navegadores web seria uma prioridade máxima para todos, principalmente para quem está mais preocupado com a sua privacidade de dados na internet.

E com a possível implementação do Manifest V3 nas futuras versões do Chrome, o que pode marcar o fim dos bloqueadores de publicidade, a situação pode ficar irreversível. O navegador do Google pode se tornar a porta aberta para a coleta indiscriminada de dados pessoais para publicidade e, em casos mais graves, de informações anônimas sobre o comportamento do usuário na internet.

Agora, se esses motivos não são bons o suficiente para você, vamos apresentar neste post pelo menos quatro fortes argumentos para que você considere abandonar o Google Chrome ainda hoje.

 

Não dá para saber o que o Google Chrome realmente faz

Não é de hoje que sabemos que o Google não cumpriu as condições necessárias para determinar de forma efetiva a navegação privada em seu navegador web, matando boa parte da credibilidade da gigante de buscas.

Os próprios funcionários do Google levantaram dúvidas, acusações e reclamações sobre o Modo Anônimo do Google Chrome que, na prática, não garante a privacidade de ninguém. Ele se limita a não realizar o registro dos sites acessados pelos usuários, mas nada impede que outros dados importantes sejam coletados.

E como o Google Chrome utiliza o Chromium como sua base, todos os outros navegadores que usam o mesmo núcleo podem passar pela mesma violação de privacidade. Porém, outras plataformas como Vivaldi e Opera oferecem de forma clara para os seus usuários recursos e ferramentas que podem impedir essa verificação e coleta de dados de forma indiscriminada.

Algo que o Google Chrome não oferece e, ao que tudo indica, nunca fez muita questão em oferecer.

 

Sua privacidade está bem longe de estar garantida

Este argumento é uma continuação do item anterior, ou um reforço de tudo o que já escrevi até agora, mas de forma mais clara e objetiva.

Existem duas coisas que você precisa entender sobre a vida e o Google. Vamos lá:

  • Não existe almoço grátis nesta vida. Inclusive na internet, é claro.
  • O Chrome é um produto que atende aos interesses do Google que, tem como boa parte do seu negócio, a publicidade dirigida.

A coleta de cookies e dados privados de navegação de forma quase indiscriminada torna o Google Chrome mais bisbilhoteiro que a vizinha da sua mãe, aquela fofoqueira que não consegue cuidar da própria vida. Temas como o uso de cookies de terceiros e como a plataforma utiliza os dados dos usuários sempre foram ponto de polêmica para o Chrome, e a grande maioria de nós nunca se importou muito com isso.

Até o momento em que a publicidade de alguns sites começou a exibir campanhas de energético logo depois que você falou para a sua esposa que precisava passar no Carrefour para comprar um engradado de Gatorade, pois o seu estoque de casa está acabando.

 

Você pode evitar a construção de um monopólio

O Chromium é hoje um monopólio consolidado, e é bem difícil neste momento se livrar dele.

A grande maioria dos navegadores alternativos decidiu abraçar o núcleo do Chrome para as suas soluções, e isso é péssimo para o mercado de browsers web. Aliás, todos os monopólios são extremamente prejudiciais para qualquer segmento de mercado. Não é mesmo, Yahoo!?

O grande perigo de tudo isso é que o Chromium pode chegar ao ponto de se impor de forma definitiva no mercado, determinando de forma orgânica que a sua tecnologia seja a dominante, suplantando inclusive a W3C. Isso obrigaria que toda a internet passasse a funcionar sobre os seus critérios, e não mais seguindo os parâmetros da W3C.

Bem sabemos que isso já aconteceu no mercado de navegadores web, e sabemos também que não deu muito certo. Vide o Internet Explorer, que um dia foi a força dominante na internet, e hoje simplesmente não existe.

Em resumo: se você quer evitar o monopólio do Chrome, o negócio é usar o Firefox, que é a última resistência na web, já que usa o WebKit, que não vai muito além dele e do Safari da Apple.

 

Se você usa Linux, você está ficando tecnologicamente para trás

Quem usa o Linux precisa ficar com o Firefox se quiser usar a internet de forma minimamente atualizada neste momento. Tecnologicamente falando, ele ainda fica atrás do Chromium de um modo geral. Porém, para quem usa uma distribuição do sistema operacional do pinguim, o cenário é exatamente o contrário.

O Firefox conseguiu virar o jogo no Linux com iniciativas de respeito, como a integração com o protocolo gráfico Wayland e a adoção em definitivo da base do GNOME. Por outro lado, a maioria das melhorias apresentadas aqui foram introduzidas pela Red Hat e não pela Mozilla, o que tornam as coisas um pouco estranhas.

De qualquer forma, é importante que os usuários do Linux saibam que o este sistema operacional se transformou no último bastião de força do Firefox neste momento. E é o único setor onde o navegador web da Mozilla ainda pode competir com alguma igualdade de condições com o Chromium, mesmo sendo por causa da dinâmica desse browser com este sistema operacional.


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