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4 casos de sucesso na recuperação da TV paga e streaming no Brasil

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As operadoras e provedores de internet no Brasil estão redefinindo suas estratégias para o mercado de TV e streaming. A aposta inclui o lançamento de plataformas próprias, a criação de combos com serviços de internet e telefonia móvel e a ampliação dos canais de distribuição. Essa movimentação busca atender à demanda crescente por conteúdo sob demanda e transmissão ao vivo.

O varejo físico, antes pouco explorado nesse segmento, tornou-se um aliado estratégico para as vendas. A aproximação com redes varejistas amplia a visibilidade dos produtos e oferece ao consumidor uma experiência direta com os serviços.

O contato presencial contribui para uma percepção mais clara sobre as vantagens das ofertas.

No +TV Forum 2025, representantes das principais empresas compartilharam resultados positivos. Os dados indicam que a integração entre canais físicos e digitais é determinante para aumentar a base de clientes e estabilizar receitas.

E a partir de agora, você fica sabendo os quatro detalhes mais relevantes dessa conversa, pois ilustram a quantas andam o cenário de recuperação do setor de TV e streaming no Brasil, a partir de dados oficiais das principais plataformas.

 

Claro TV+ apostou no varejo para o seu crescimento

A Claro adotou uma estratégia ousada ao levar o Claro TV+ para o varejo tradicional. O produto combina canais lineares e serviços de streaming em uma única plataforma, facilitando a adesão do cliente.

Segundo a empresa, a iniciativa quebrou paradigmas ao colocar um serviço de TV por assinatura nas prateleiras de lojas físicas, atraindo os consumidores que ainda resistem à contratação de serviços pela internet.

O diretor da Claro TV+, Ricardo Falcão, afirmou que a receita do segmento está estável há sete meses, com sinais de crescimento recente. Ele atribui esse desempenho ao fortalecimento dos canais de venda, especialmente no ambiente físico.

A operadora também busca migrar clientes de pacotes antigos para o novo formato, maximizando a rentabilidade. Em regiões sem rede fixa, a estratégia é associar o Claro TV+ à telefonia móvel, explorando a banda larga de terceiros.

A Claro já informou que vai mudar toda a sua base de usuários que ainda está no formato de TV a cabo tradicional para o streaming em IPTV, através da adesão do Box Claro TV+. Dessa forma, a operadora consegue otimizar os custos de investimento em infraestrutura, reduzir a carga tributária pela mudança de tecnologia e aumentar as chances de permanência do cliente em sua base.

O movimento é considerado inteligente. Atende aos objetivos da operadora e permite que o cliente pague menos por um serviço que já foi abraçado pela maioria dos consumidores, além de ser um produto oficial que tenta bater de frente com o IPTV alternativo.

 

Vivo quer integrar e diversificar seus serviços

A Vivo, com quase 4 milhões de clientes de TV e streaming, aposta na integração de conteúdo com planos de fibra e móvel. O Vivo Total, que une esses serviços, inclui parcerias com plataformas como Globoplay, Netflix e Disney+. A expectativa é ampliar a lista de parceiros em breve.

Outra frente importante é a venda de assinaturas diretamente pelo aplicativo da operadora. Esse modelo já responde por mais da metade das vendas de streaming da empresa, oferecendo praticidade e rapidez ao consumidor.

A Vivo negocia para manter um portfólio robusto sem comprometer sua rentabilidade. O foco é agregar valor para que o cliente perceba vantagens claras ao contratar pelos canais da própria operadora.

Essa é a operadora que mais depende dos combos de serviço para manter funcionando a sua plataforma de TV por assinatura, uma vez que, diferente da Claro, o Vivo TV não pode ser contratado por clientes de outras operadoras, ao contrário do Claro TV+ no Box e no aplicativo.

Isso tem consequências diferentes para o serviço de TV paga da Vivo. Por um lado, a operadora consegue controlar melhor a qualidade do seu streaming. Por outro lado, esse é um dos serviços mais caros do mercado.

Se a Vivo não mudar a sua visão comercial, tende a permanecer como operadora que entrega a relação custo-benefício menos favorável, e só serve como opção para quem só tem o Vivo TV como única alternativa de entretenimento.

E como você vai ver mais adiante, alternativas não faltam.

 

Provedores regionais em ascensão

Empresas de pequeno porte, como Vero e Alares, também avançam na oferta de serviços de streaming, mostrando que as alternativas dentro do segmento estão se expandindo, acirrando a competição.

A Vero, com 1,4 milhão de assinantes, investe na integração de conteúdo com sua base de internet, posicionando-se como um hub de tecnologia. Mais de um quarto de sua base de clientes de banda larga também consome serviços de vídeo.

A Alares, com quase 800 mil assinantes, lançou recentemente o Alares Play, buscando ampliar a relação comercial com sua base. Atualmente, 18% dos clientes de banda larga também utilizam seus produtos de TV.

Apesar da aposta no streaming, a Alares manterá a TV por assinatura tradicional enquanto houver demanda. Essa estratégia garante opções diversificadas e respeita diferentes perfis de consumo.

Sem falar nas demais propostas de TV por assinatura via streaming, como o Zapping, a BLU TV e outras propostas que podem ser contratadas pela internet, e que não dependem de um vínculo com uma operadora em específica para o uso em TV box ou Smart TVs.

Além disso, dá para dizer que os serviços de IPTV no formato FAST (onde o conteúdo é monetizado através de publicidade em forma de intervalos comerciais) como são o Pluto TV, o Mercado Play e o +SBT, são concorrentes diretos dos serviços tradicionais de TV por assinatura, já que ganham mais audiência no Brasil com o passar do tempo.

 

Globo e o fortalecimento das parcerias

A Globo foca em ampliar sua distribuição intermediária, reforçando parcerias com operadoras e provedores. O objetivo é posicionar o Globoplay de forma estratégica nas ofertas de seus parceiros.

A abordagem tem contribuído para reverter a perda de base da TV por assinatura tradicional, além de reforçar o movimento de maior seletividade nos conteúdos que vão para a TV paga, tanto nos canais quanto nos programas da própria Globo.

A empresa busca melhorar sua presença nas “prateleiras” dos parceiros, garantindo maior visibilidade aos seus produtos. Novos acordos e expansão de mercados estão no horizonte.

Para a Globo, vincular o Globoplay ao serviço principal do parceiro potencializa resultados para ambos os lados. A estratégia mostra que colaborações bem estruturadas podem impulsionar o mercado como um todo.

O recente movimento de mudança do Canal Viva para o novo Globoplay Novelas é um sinal evidente dos planos da Globo em fazer o streaming mais presente nas outras plataformas e formatos.

Neste momento, tanto a Rede Globo quanto os canais presentes na TV por assinatura que pertencem ao Grupo Globo são “pontes de passagem” para o Globoplay, que atua como “ponto final” para a verdadeira fonte de captação de lucros da empresa.

E o recente movimento de lançamento do GE TV, canal esportivo no YouTube (com clara intenção de competir com a Cazé TV) mostra como o Grupo Globo está empenhado em conquistar o público da internet, capitalizando onde boa parte de sua audiência já está.

 

Via Teletime


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