A questão da redução do desempenho do iPhone em função da degradação da bateria só será resolvida com a chegada do iOS 11.3. Até lá, quem trocou a bateria do seu smartphone está feliz e muito bravo ao mesmo tempo.

Com isso é possível?

O problema da redução de desempenho no iPhone é que isso não foi informado para os usuários, sem falar no comportamento maluco daqueles que ainda não passaram por esse problema. Para os membros do segundo grupo, o mundo é só felicidade, com um iOS com fluidez perfeita. Mas para quem tem que lidar com o problema, a realidade é muito mais frustrante.

Ações básicas, como mudar entre o modo horizontal e vertical ou o aparecimento do teclado deixaram de ser fluídas, ou pior: lembram o comportamento de um smartphone Android de 2012. Abrir apps ficou mais lento e tal comportamento se tornou algo contínuo (com variáveis em função no nível de bateria).

E não é algo tão imperceptível como a Apple afirma, que só aconteceria apenas quando se detecta a possibilidade de picos de energia que a bateria não vai suportar.

O cenário era evitável. Bastava a Apple indicar de forma clara que a bateria mais gasta não suporta o desempenho ideal. Sem isso, a maioria das pessoas ficaram com a ideia que o seu iPhone não era mais capaz de lidar com as atualizações do iOS, induzindo muita gente a gastar uma baita grana na troca por um novo iPhone.

Logo, quando elas trocam a bateria e descobrem que o seu lento iPhone volta a ser o iPhone que você sempre amou, você fica feliz por recuperar o desempenho do dispositivo, mas furioso por saber que o problema poderia ser resolvido antes. Bem antes. E de forma relativamente simples.