Bill Gates e Steve Jobs criaram seus filhos longe da tecnologia, e agora um livro que compila alguns casos e estudos sobre os supostos danos dos gadgets nas crianças e adolescentes propões até uma regulamentação para esse tema.

O livro ‘Screen Schooled: Two Veteran Teachers Expose How Technology Overuse Is Making Our Kids Dumber’ se baseia em pesquisas e testes psicológicos que mostram a evolução e e repercussão desse tema em nossa sociedade.

O livro de Joe Clement e Matt Miles cita uma pesquisa que mostra que o risco de depressão em jovens de segundo grau aumenta em 27% quando ele faz uso das redes sociais no smartphone. Além disso, os adolescentes que usam o telefone por pelo menos três horas por dia estão muito mais propensos ao suicídio.

Em 2014, a taxa de suicídios de menores de idade nos EUA superou as de homicídios. O livro é baseado em ações que pessoas como Gates e Jobs tomaram, ou seja, raramente os seus filhos poderiam usar os produtos que eles ajudaram a criar, já que a tecnologia digital resultam em um vício difícil de enfrentar.

 

 

Bill Gates sempre tratou o tema de forma aberta, e seus filhos não tiveram um smartphone até os 14 anos de idade. A idade média que um jovem tem o seu primeiro telefone é de 10 anos. Gates também limitou o tempo que sua filha passava com tecnologia depois que a menina começou a desenvolver um vício em videogames.

Syeve Jobs mencionou em 2011 que seus filhos estavam proibidos de usar o iPd, já que a quantidade de tecnologia usada pelos seus filhos era sempre limitada.

O motivo de tudo isso era o vício à tecnologia, que mata a criatividade e limita as relações sociais, algo que afeta principalmente as crianças e jovens que não contam com maturidade suficiente para enfrentar esses cenários.

Agora, alguns colégios optaram por eliminar a tecnologia nas salas de aula, dando peso maior à atividades relacionadas com o respeito, a cooperação e a criatividade, através da interação social entre os alunos.

Porém, tanto Gates como os autores do livro não pedem que se elimine por completo o uso da tecnologia, mas sim que haja regras para isso. Nos dois casos, aceitar que se trata de uma ferramenta útil para os estudantes, mas que não deve ser usada como entretenimento.

O que é um fato é que os psicólogos ainda não entraram em um acordo com os supostos perigos dos dispositivos nos cérebros das crianças e adolescentes, de modo que devemos tomar essas informações com cautela.